Início / Recursos / Como se preparar para um pentest
Guia · Pentest

Como se preparar para um pentest: guia passo a passo

Um roteiro claro para chegar preparado ao seu teste de invasão — do objetivo e do escopo ao reteste depois das correções, sem sustos no meio do caminho.

Atualizado em julho de 2026 · por NoBug Tecnologia · 6 min de leitura

Resposta rápida

Preparar-se para um pentest é, em essência, seguir sete passos: definir o objetivo e o escopo, escolher o tipo de teste (black, gray ou white box; externo, interno, web ou API), alinhar a autorização e a janela de execução, preparar acessos e ambiente, comunicar as equipes certas, receber e priorizar o relatório e, por fim, corrigir e fazer o reteste. Cada passo reduz uma fricção comum na hora de rodar o teste.

Um pentest (teste de invasão) simula o comportamento de um atacante real para encontrar as falhas antes que alguém mal-intencionado as explore. Mas o resultado depende tanto da execução quanto da preparação: escopo mal definido, acessos que faltam ou equipes pegas de surpresa atrapalham o teste e diluem o valor entregue. O passo a passo abaixo organiza essa preparação. Se ainda está entendendo o conceito, comece por o que é um pentest e veja com que frequência fazer um pentest.

  1. Passo 1: Defina o objetivo e o escopo

    Antes de qualquer coisa, deixe claro o que você quer descobrir e o que entra no teste: quais sistemas, aplicações, IPs, domínios e ambientes serão avaliados. Liste também o que fica fora do escopo, para evitar mal-entendidos e testes em lugares indevidos. Um escopo bem delimitado direciona o esforço para o que realmente importa e evita surpresas depois.

  2. Passo 2: Escolha o tipo de pentest

    Decida a abordagem de conhecimento — black box (sem informação prévia), gray box (acesso parcial) ou white box (visão completa) — e o alvo: externo, interno, de aplicação web ou de API. Cada combinação simula uma ameaça diferente e exige acessos distintos. A escolha deve refletir o cenário que mais preocupa a sua empresa, não apenas o mais fácil de executar.

  3. Passo 3: Alinhe autorização e janela

    Formalize por escrito a autorização para o teste, com escopo, datas e responsáveis assinando — esse documento protege as duas partes. Combine a janela de execução e, se houver risco a sistemas em produção, prefira horários de menor impacto. Sem autorização formal, um pentest simplesmente não deve começar, por questões técnicas e legais.

  4. Passo 4: Prepare acessos e ambiente

    Providencie com antecedência as credenciais, VPNs, contas de teste e liberações de firewall combinadas para o escopo escolhido. Faça um backup atualizado e valide que há como restaurar rápido caso algo saia do previsto. Um ambiente preparado evita atrasos no cronograma e reduz o risco durante a execução — a equipe começa a testar em vez de esperar por acessos.

  5. Passo 5: Comunique as equipes certas

    Avise as áreas que precisam saber: infraestrutura, desenvolvimento, monitoramento e o SOC. Alinhe também se o time de defesa será avisado ou não — em alguns exercícios, manter a defesa no escuro faz parte do objetivo. A comunicação evita que um alerta legítimo gerado pelo teste vire um incidente tratado às pressas no meio da madrugada.

  6. Passo 6: Receba e priorize o relatório

    Ao final, você deve receber um relatório em português com as vulnerabilidades encontradas, o impacto de cada uma e o passo a passo para reproduzi-las. Priorize as correções pela gravidade e pela exposição real da falha — nem tudo precisa ser resolvido na mesma semana. O relatório é o verdadeiro produto do pentest: ele tem de ser acionável, e não apenas uma lista técnica difícil de traduzir para o negócio.

  7. Passo 7: Corrija e faça o reteste

    Encaminhe as correções para os times responsáveis, com prazos definidos por prioridade. Depois de corrigir, solicite um reteste para confirmar que as falhas foram realmente fechadas e que nenhuma nova brecha surgiu no processo. O reteste é o que transforma um relatório em segurança de fato — sem ele, você só tem um diagnóstico. Para entender quais falhas costumam aparecer, veja o OWASP Top 10 explicado.

O que o Argos entrega

É esse cuidado que o Argos, a operação de segurança da NoBug, aplica ao pentest: testes guiados pelo OWASP Top 10, relatório em português com impacto e passos de reprodução, priorização por gravidade e reteste para confirmar as correções — com os dados tratados no Brasil. O foco é em médias e grandes empresas que querem enxergar as próprias falhas antes de um atacante. Conheça em Pentest.

Pronto para dar o primeiro passo?

A gente entende seu ambiente numa conversa rápida e te mostra como o Argos conduz um pentest com escopo claro, relatório em português e reteste — dados no Brasil.